quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Proposta (est)ética

E se, num outro mundo, quase igual ao nosso, as pessoas apenas aceitassem lugares em listas concorrentes a cargos políticos se realmente tivessem a firme intenção de os cumprir? Seria concerteza um mundo melhor, pelo menos com ética e porque não dizê-lo, com estética porque na verdade, fica mal. Fica mal, quando os eleitos, passados poucos dias de tomarem posse, com toda a pompa e circunstância, descobrem afinal, que as suas vidas profissionais, não permitem o exercício da função para que foram legitimamente eleitos. Foi exactamente isso que aconteceu em Vila Nova de Famalicão e logo com as mulheres eleitas para lugares de vereação na Câmara Municipal. Se já é discutível o facto de terem sido eleitas e suspenderem o mandato dias após a tomada de posse, então que dizer do facto de serem as duas únicas mulheres eleitas para o executivo? Pois bem, parece, e até pode nem ser, mesmo que estiveram na lista apenas para cumprir a lei da Paridade. Ora bem, se foi o caso, lá se vai a intenção de dar oportunidades às mulheres de integrarem órgãos de poder, neste caso municipal! Na realidade, nem só no executivo isso aconteceu, também na oposição isso ocorreu mas como apenas têm vereações sem pelouro, passou mais despercebida a troca, além de que foi um homem a ocupar a vaga deixada em aberto! Posto isto, fica a proposta/ideia para futuras eleições em que hajam convites para lugares em listas, para que os visados tenham atenção na sua decisão, pois ser eleito e não ocupar esse lugar é tão eticamente reprovável como também uma desonestidade para com quem depositou o seu voto nessa lista. Fica a proposta… Rui Gomes

terça-feira, 17 de novembro de 2009

«A alimentação é um direito básico», afirmou o secretário-geral da ONU

Iniciou-se ontem, em Roma, a Cimeira Mundial da FAO para discutir a segurança alimentar e a fome no mundo.

Na abertura deste evento, o Secretário-Geral da ONU advertiu que «A alimentação é um direito de base. A crise alimentar actual deve-nos pôr em alerta para amanhã. Até 2050, o nosso planeta poderá passar a ter 9,1 mil milhões de pessoas» e que «Precisamos de fazer mudanças significativas para podermos alimentar-nos e em particular para proteger os mais pobres e os mais vulneráveis».

Outra das intervenções foi a de Bento XVI que “evocou os mil milhões de pessoas que sofrem de desnutrição, o Papa estimou que "existe o risco que a fome seja considerada como estrutural, como parte integrante da realidade sócio-política dos países mais fracos e se torne portanto objecto de um desencorajamento resignado, ou mesmo de indiferença".

"É portanto necessário amadurecer uma consciência solidária que considere a alimentação e o acesso à água como direitos universais de todos os seres humanos, sem distinção nem discriminação", adiantou Bento XVI.

Porque a solidariedade começa em cada um de nós, todos somos desafiados a participar na próxima Campanha de Recolha de Alimentos que o Banco Alimentar Contra a Fome de Braga vai levar a cabo nos dias 28 e 29 de Novembro de 2009.

Quem pretender participar deve inscrever-se como voluntário para os seguintes contactos:

Telefone: 253 679 305 E-mail: ba.braga@bancoalimentar.pt

PARTICIPE NA CAMPANHA: ALIMENTE ESTA IDEIA!

Participe também nesta petição on-line: http://www.1billionhungry.org/

Desemprego record no Norte

Os dados apresentados hoje pelo INE indicam que na região Norte a taxa de desemprego é de 11,6%, a mais elevada do país e das últimas décadas. Para Portugal a taxa de desemprego já está em 9,8%, no 3º trimestre deste ano. Outro dado relevante é que perto de 50% destes desempregados já estão nesta situação há mais de um ano o que revela a dificuldade de encontrar emprego na região. Cada vez mais se questiona as políticas seguidas para o combate à crise e as respostas que o actual governo tem para esta população, vale a pena ver as propostas do MEP para uma nova agenda social.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Bartoon e a Justiça

Jornal Público, 12 de Novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Segredo de Justiça

Porque será que existe o segredo de justiça quando ele é frequentemente quebrado? Penso que seria melhor chamar-lhe Segredo de (In)Justiça, senão vejamos. O que está a acontecer por estes dias e já aconteceu noutros processos com exposição mediática, é a condenação em praça pública dos visados nos processo, tudo por conta das informações que os meios de comunicação social conseguem obter sabe-se lá a troco de quê e por quem (afinal, estão no direito de não revelar as fontes). Não estou com isto a tentar dizer que nenhum dos visados têm culpa, até porque para mim, “onde há fumo, há fogo” mas como é óbvio têm de se apurar responsabilidades e em que medida das mesmas haverá motivo para condenação ou absolvição. E no final, havendo absolvição, essa pessoa está “condenada” pela opinião pública que, ainda por cima, fica sempre com a impressão que são sempre os mesmos a levar a melhor. Por certo, isso até pode acontecer mas se nada se souber, quando se souber da decisão apenas se vai saber o essencial. Talvez até depois de concluído o processo possa deixar de beneficiar do Segredo de Justiça mas enquanto decorre é muito prejudicial que se ouçam todos os dias pormenores do que se passa! Concordo com o Ministro Silva Pereira quando ontem no programa Prós e Contras diz que não comenta o processo porque nada sabe (até deve saber mas cumpre com o Segredo de Justiça) e estranha que tanta gente fale sobre algo que não se devia saber…. A mim, incomodam-me bastante estas constantes fugas de informação… Rui Gomes

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Emigração Intelectual

Assim se conta a história de um jovem português que emigrou, na perspectiva de melhorar algo mais na sua formação humana e académica! Até aqui tudo bem, estes exemplos são bons para a nossa imagem no estrangeiro. Falta é que aconteça o mesmo mas no sentido inverso. Precisamos de cativar pessoas com capacidade extra para assim dinamizar e elevar o nosso nível cultural, tecnológico ou mesmo humano. Neste caso, a Suíça acolhe jovens de todos os países e continentes para lhes dar algo mais. A história está repleta de bons exemplos portugueses e este é mais um que importa realçar. Assim, talvez outros de nós possamos pensar que sim, Melhor é Possível. Não nos podemos agarrar ao nosso “fado” português do desânimo e da falência nas nossas expectativas mais elevadas. in “Diário Económico” de 7 de Novembro de 2009 Rui Gomes

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Uma visão de “fora”

Numa sessão cheia de chamadas, destaco a forte presença de público. Tivessem todas as reuniões da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão tanta presença e toda a dinâmica da democracia expressa no poder local ganharia um novo sentido. É um facto que as pessoas, os que elegem, estão desligadas da política, seja ela a nível nacional ou local, o que em si é negativo. E seria tão positivo que as pessoas participassem de forma mais activa e não só nestas ocasiões onde o que transparece é um forte querer de aparecer e se mostrar aos que, eleitos de forma democrática, têm nas suas mãos e nas suas decisões, os destinos de uma Autarquia. Depois da instalação (e vai-se lá saber o porquê desta forma de nomear as tomadas de posses dos órgãos municipais) seguiram-se os discursos da praxe. Primeiro o Presidente eleito, Arq. Armindo Costa. Num discurso cheio de boas intenções e apreciações muito positivas dos dois anteriores mandatos, um rol de novos investimentos debitados ao mesmo ritmo dos aplausos da “obra feita”. Falta saber, do que foi prometido o que vai ser cumprido. Cabe aos cidadãos em geral e à Assembleia Municipal em particular, fiscalizar a execução das mesmas. Em segundo, o Presidente reconduzido da Assembleia Municipal, Dr. Nuno Melo, ilustre eurodeputado e provável ausente das reuniões da mesma. Do discurso, realço uma proposta já antiga e que neste mandato, o Presidente pretende que seja mais levada em conta. As reuniões da Assembleia Municipal descentralizadas. Na verdade, uma óptima intenção, não fosse esbarrar no facto de nas duas últimas legislaturas, 8 anos, se tenham realizado apenas duas. No entanto, não deixa de ser uma boa ideia, aproximar a Assembleia dos cidadãos que vivem fora do centro urbano e dar-lhes a hipótese de participar mais activamente. Passadas duas horas do início da sessão e depois de a mesma ter começado com meia hora de atraso (uma falta de respeito para com os presentes), fica a sensação do dever cumprido por parte dos intervenientes na respectiva tomada de posse e um sentimento de prudência e expectativa dos que, como eu, assistiram a tudo do lado de “fora”. Para mim, que assisti pela primeira vez, ainda se junta um sentimento de esperança que as promessas feitas, sejam de facto cumpridas, para bem de todos e do município de Vila Nova de Famalicão. Estaremos por cá para ver a sua execução!!! Rui Gomes